Mostrando postagens com marcador tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tempo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Sempre há Tempo...

Sempre há tempo...

É sabido pelos estudiosos que mesmo o tempo engana-se, que nossa métrica não é precisa e que as previsões não passam de um suspiro de observação com os exemplos do que já passou... e erram!
O tempo é conosco como um algoz professor e eu, mesmo no orgulho de meus trinta e poucos anos, percebo o quanto ele é duro para transmitir o conhecimento relativo a eternidade. Observo os idosos e seu olhar calmo sobre o que ainda me surpreende, tudo aquilo que hoje me choca, é para eles, mais um evento conhecido... o tempo é assim e mais: quando se descobre uma gravidez, ele sabe das dificuldades, do desânimo e da felicidade que se revela quando aquele sopro de vida se torna um adulto.
É assim que vejo o tempo, e, assim como nos oportuniza o aprender, nos tole o direito à vida, tão rápida e bruscamente quanto gera. Então me pergunto perplexo: eu já fiz tudo o que queria? (é claro que não...) e o pavor: será que vou conseguir fazer nesta vida tudo aquilo que sonhei? E esta pergunta vara as mentes de todos, eu sei... viver 10 anos a 1000, legal, se apenas 10 anos forem o suficiente, mas, se não, pensemos ao final de cada dia: estendi minha mão? Dei aquele beijo no meu amor? Inspirei profunda e longamente o ar puro que me rodeia? Senti o gosto da comida que servi no almoço? Tive o prazer de encontrar minha família ao voltar para casa?
O tempo me ensina, me assusta e me faz pensar sobre o meu próprio tempo.

Abstrato
dcaberlon@hotmail.com

sábado, 19 de abril de 2008

Novas praças, os mesmos velhos...

Novas praças, os mesmos velhos...

Eu cheguei a ver o ranger das tábuas,
Acompanhei formigas nos seus caminhos tortos,
Entre as chinelas e as cuias de chimarrão,
Vi passar os apressados e os desocupados do tempo.
Mesmo aquelas árvores,
Conheço o seu bailar,
Sei que somos hoje bem mais do que ouvintes,
Palavras que acabam por desrespeitar os homens,
Vamos viver então nossas vidas em paz...
Vi acabarem aqueles dias,
Vi a depressão corroer minhas entranhas,
Naqueles dias frios, vi os pingos de chuva,
Senti a neve corroer meus ossos,
Nos dias quentes, não ebuli,
Mas me derreti quando a conheci...
Desde aquele instante, os dias mudaram,
Novamente percebi que haviam chances...
Que poderia haver mais mundos,
Mais praças e mais vida...
Vi então brilhar um novo sol,
Numa praça repleta de novas flores...
Senti o cheiro do novo e me embriaguei...
Como uma bala de prata, acertou meu coração...
Daquele dia em diante,
Não mais tive de me entregar à sorte,
Fizemos os dias por nossas mãos apenas.
Demos as mãos e jamais,
Jamais uma nova praça vai ser meu abrigo,
Eu não vou deixar você ir embora...

Abstrato.

Páginas do Blog