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terça-feira, 21 de abril de 2009

Viva a Roda!

Mais puro que o toque de um violão, é, talvez, a roda de amigos que participam, com suas expressões musicais e vocais, porque não, apenas pela atenção.
Vale a lembrança de comprometer sempre a mais nobre certeza de que temos amigos e a existência da sensibilidade dos amigos que rodeiam um instrumento no mesmo ritmo, na mesma freqüência que compõe a divindade da música, seja qual for a fórmula da realidade de cada cultura.
É folha desgarrada ao vento com verbos e intenções que se perdem quando não há uma companhia, não há destino ou função social que faça valer qualquer esforço para a integração social.
Então, qual a importância social da música no meio de qualquer cultura, pois, onde vemos um instrumento, vemos uma composição de platéia, crítica e apresentação, onde se reúnem em coreto, as mais diversas expressões, seja ela a dor, o amor ou a amizade que simplesmente busca encontrar como destino, ouvidos e olhos para gratificar aquele que qualquer sentimento vem apresentar.
É desta reunião sob qualquer motivo que o componha, fazer nascerem novas páginas da história individual de cada ser humano, qualquer participante. E tecem novas histórias e a percepção que vai dar sentido à emoção que nos leva a compreender a importância das expressões culturais quais demos participação.
Deixa o mais singelo tormento de lado para compelir uma nova razão para uma noite ou final de tarde, quando temos como destino participar de um momento único, jamais repetido em outro momento, mesmo porque, são os participantes, ouvintes e participantes que vão direcionar e compor aquele momento e criar a atmosfera ideal para esta criação plural de um momento inesquecível.
Cria pois, a tua roda de amigos, apresenta a tua própria criação sem a vergonha de demonstrar a mínima veia artística e experimenta qual a felicidade existe no momento em que deixas de ser apenas eco de tua voz e sim, motivo para ter na diversão, uma chance de mostrar mais daquilo que completa o conhecimento e tua virtude.

Cria, mostra e aproveita. Somos todos sedentos de uma chance de sermos platéia e palco!


Abstrato.

O Poder da Tradição...

Todos nós conhecemos um pouco sobre a palavra tradição.
Seja pela influência da cultura gaúcha (para os gaúchos) ou pela cultura que nos traz à realidade as convenções que conhecemos desde os tempos mais remotos.
Ir ao mercado público comprar o que apenas lá encontramos, encontrando novidades que compõe a rotina de vida e as necessidades de outras culturas que nos fazem parte, interessantes mesmo pela conclusão de que somos pluralistas quando se trata de costumes – uma abordagem local para a palavra tradição.
Visitar os parques em dias ensolarados, o chimarrão, a roda de amigos ou a solidão que prostra-nos a repensar nossas convicções.
A partitura mais conhecida de qualquer humano que condiscente com o que dizem os mais velhos, é senão seguir as premissas de costumes locais, encharcando o veio mais tradicional das culturas locais, onde se reconhece o corte do facão pela raiz familiar daqueles que ali um dia foram povoadores.
Mesmo o gosto do churrasco deste ou daquele, se verifica no costume do assado, do cuidado e do ritual tradicional que compõe o ritual de cada companheiro de braseiro, sangueira e fumaceira.
É mesmo dentro de uma caverna, ao redor de um fogo de chão que se conhece grandes personalidades que comprovam a parceria, sem qualquer recreio de luxo ou interesse maior do que a partilha daquele instante, sedento de uma história a mais para colocar no altar das mais loucas composições, reconhece que a tradição se encontra onde aqueles que detem no sangue a bravura dos antepassados que ainda regem entre as luas, um gaúcho nato que vive dentro de cada um.
É embriagado de prazer que hoje confiro: somos novos tradicionalistas que carregam o legado de uma cultura que fez crescer neste canto do mundo. Uma nação diferente que carrega na sua personalidade a coragem e a memória de manter vivas as rotinas e as virtudes daqueles que trouxeram para uma nova vida aqui. Neste canto privilegiado do mundo, onde o horizonte conta a cada dia, a verdadeira razão pela qual tantas lutas travadas, tantas vidas ceifadas para que possamos hoje, orgulhosamente, repetirmos: somos gaúchos, de tradição, com os mesmos cacoetes, trazemos em nossa linda e histórica tradição!

Abstrato.

sábado, 26 de abril de 2008

Aos amigos... à roda!


É sempre numa roda de amigos que o som rola solto,

é...

Qual humano que considera ter amigos que não concorda, haver sempre o clima para que entre amigos tenhamos a energia mais correta, imponente para criar a tênue semelhança entre os amigos e nossos sentimentos, as emoções que fazem de cada uma, uma lembrança, um dia especial...

Passamos por tempo sozinhos aguardando o momento em que nos reunimos, quando poderemos trocar aquela idéia que no dia-a-dia não podemos compartilhar, defender as questões das quais fazem parte nosso cotidiano e rir de qual momento difícil passamos e conseguimos superar. Dividir vitórias e conquistas, saber de qual realidade é feita do livro dos dias de cada grande amigo que se dispôs a estar presente, a participar de nossa vida naquele breve momento...

Vivemos com eles por perto, sempre estão no MSN, no álbum de fotos e naquela festa que estamos a comentar. No acampamento, no retrovisor da nossa lembrança ou ali, ao nosso lado todos os dias, tanto os chuvosos cercados pela rotina como os ensolarados.

São os amigos, que tocam, que cantam e aqueles tão especiais que aturam a tudo isso.

Amigos que ligamos, alugamos com nossos problemas e nossas depressões, aqueles que sonham o nosso sonho e acreditam nos planos mirabolantes que estamos por realizar a qualquer minuto... somos feitos por pais e acompanhados durante a vida, por eles.

Aos amigos, um brinde, um melhor pedaço do que podemos escrever, pois falar, apenas quando chega a hora do “te considero pra cara...”, enfim... amigos sabem que são sempre bem-vindos, sabem no fundo, que sempre podem contar com os seus... estamos envolvidos e estamos trilhando nossos caminhos e cada um está ao nosso lado, no seu caminho, no paralelismo da vida.

Sou grato da mão cheia de amigos que conto, de toda a história que eu lembro e poderia aqui dividir com vocês.

Vamos ficar cada vez mais velhos, mas as histórias garantirão que foram histórias especiais... que não apenas aqueles que estão nesta roda, mesmo aqueles que hoje estão distantes, saibam que tem a cadeira, mesmo temporariamente vazia, reservada para se chegar...


Um brinde aos amigos, às rodas de amigos!



Abstrato.

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