terça-feira, 2 de junho de 2020

1941

Um ano (a)normal

Bob Dylan, Roberto Carlos
assim como diversos presidentes
apresentam-se ao mundo (em guerra).
Mil novecentos e quarenta e um.

Este ano apresentou ao mundo grandes líderes, almas iluminadas pelo DOM da música, em meio a segunda guerra mundial.
A Alemanha nazista invade a União Soviética, a Etiópia proclama a sua independência frente a Itália então fascista (e como estamos falando de fascismo em plano 2020!).
O Japão ataca Pearl Harbor no Havaí e desencadeia a maior vergonha carregada até então pelos americanos. Um homem é morto, uma nação sofre com uma pandemia, enfim. Dizer portanto que mudou algo, que evoluímos ou (in)voluímos nestes 79 anos seria no mínimo placebo para uma bela campanha eleitoral.

Fui aventurar-me pela história para entender o momento em que chega ao mundo, este dia 02 de julho, Charlie Watts, a lenda serena que comanda, desde sua criação, as baquetas dos Rolling Stones. Este britânico educadíssimo e de econômicas palavras, talvez não tenha exaltado-se na sua longeva vida, senão quando, enfurecido por ser chamado de "meu baterista" pelo alcoolizado Mick Jagger em uma oportunidade.

O Senhorzinho que parece sempre ter tido cabelos brancos, tinha como sonho, apresentar-se de terno com sua banda, zombando frequentemente do despojado e retrógrado figurino escolhido pelo guitarrista de sua banda, Keith Richards, com muita austeridade e respeito, jamais o fez em respeito ao movimento Rock'n'roll que apoiava nos anos 70, quando, Rolling Stones já movia milhares de fãs para seus espetáculos monumentais.

O mundo aplaude esse grande homem que sempre manteve sua índole e sua correta condução à frente de uma das mais influentes e personificadas bandas em todas as décadas de seu sucesso, jamais ostentando mais do que pílulas de opiniões mais ácidas, como quando, em dado momento de uma entrevista onde o assunto era a morde de David Bowie, metralhou que, não merecia toda a consternação visto que David, o então falecido não era um músico surpreendente e que apenas havia escrito algumas boas canções.

Por fim, nosso então aniversariante, sobrevive em meio ao tumulto político  e militar que rachava nações, destruía parte da história de países com bombas e rios de sangue, mas erra com seu grupo, ao concordar em realizar um show aos 6 dias de Dezembro no ano de 1969, quando, a partir de condições duvidosas de segurança, contribuem para mortes que depois consideraram involuntárias um infortúnio.

Meus parabéns a essa lenda do rock, que, por linhas duvidosas em dadas circunstâncias, dosou bem as drogas para chegar no alto de seus 79 aninhos, participando da live "at home" da OMS e, tocando uma bateria imaginária no melhor modelo air drum para talvez aliviar o peso de sua consciência sob os travesseiros de sua cama.

It's only rock'n'roll baby! This is the real face of rock!



Abstrato.  

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